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Dia nacional da conscientização sobre as mudanças climáticas

Temos um convite pra você: que tal refletir sobre as Mudanças Climáticas e em como suas ações afetam o planeta? Neste 16 de março, Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, é importante analisar os desafios enfrentados pela sociedade e pensar em como agir para um futuro melhor, não só para nós, quanto para as futuras gerações.

Você sabe o que o dia das mudanças climáticas significa?

Protect the Planet

Antes de falarmos sobre as atitudes na prática, você sabe, de fato, o que esta data significa? Vamos te explicar direitinho. Ela tem como objetivo chamar atenção para o aumento da temperatura da Terra, causado, principalmente, pela ação humana.

"As mudanças climáticas referem-se a mudanças de longo prazo nas temperaturas e nos padrões climáticos. Essas mudanças podem ser naturais, como por meio de variações no ciclo solar. Mas desde 1800, as atividades humanas têm sido o principal fator da mudança climática, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás." - Organização das Nações Unidas (ONU)

Se você acha que a crise climática está apenas relacionada à elevação da temperatura (por causa das crescentes emissões de dióxido de carbono - CO2), infelizmente, este é só com começo de um longa história. Secas, frios mais intensos, escassez de água, incêndios, elevação do nível do mar, inundações, derretimento do gelo polar, tempestades (inundações e furações) e impacto na biodiversidade (migrações e até mortes de algumas espécies), também são sinais de irregularidades ambientais.

cop, acordo de paris, ods e pacto global

Quem não se perde em meio a tantas siglas e fatos sobre este assunto? Por isso, resolvemos trazer aqui um resumo do que você precisa saber para estar ainda mais a par do que vamos conversar.

Como você já sabe, o assunto alterações climáticas e seus efeitos não é novo e tem ganhado, cada vez mais, manchetes.

É neste cenário que surge a COP (Conference of the Parties, em tradução livre, Conferência das Partes), um encontro anual, com diversos países, criada pela ONU, e que está em sua 29ª edição. Anote aí para acompanhar a COP29, que acontece de 11 a 22 de novembro de 2024, no Azerbaijão.  

Desde 1972, a reunião tem debatido sobre como lidar com os efeitos climáticos mundial e, desde então, as conferências ganharam mais relevância. Entre os temas abordados estão: aumento da temperatura global, ajuda às comunidades vulneráveis para se adaptarem aos efeitos do clima e neutralizar ou zerar as emissões gases do efeito estufa (GEE) - como o CO2 e o metano -, além de medidas assinadas no Acordo de Paris, em 2015. 

Aqui, outra informação que você precisa ter em mente: esse Acordo propõe uma compromisso entre os países assinantes, com metas diferenciadas para cada um, para a mudança do cenário de que estamos falando. E o Brasil é um desses signatários.

Neste mesmo ano, a ONU definiu 17 metas, chamadas de ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), em outras palavras, um plano de ação para acabar com a pobreza, salvar o clima e fazer do mundo um lugar melhor para se viver. Essas medidas também são conhecidas como Agenda 2030 no Brasil, e têm como foco 3 núcleo: o social, o ambiental e o econômico.

Daí vem o Pacto Global, criado também em 2015, que é mais uma iniciativa da ONU, como forma de engajar os países para enfrentar os desafios da sociedade: uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos, composta pelos ODS. 

Justiça Climática e Justiça Social

São outras afirmações que também precisam estar no nosso radar. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC) traz um relatório sobre o clima realizado por cientistas das Nações Unidas, em que mencionam o vínculo entre eventos climáticos e populações mais vulneráveis.

"Justiça Climática conecta o desenvolvimento e os direitos humanos a fim de alcançar uma abordagem centrada no ser humano para lidar com a mudança do clima, protegendo os direitos das pessoas mais vulneráveis e compartilhando o ônus e os benefícios da mudança do clima e seus impactos de forma igualitária e justa." - IPPC

Justiça Social, segundo o mesmo estudo, são:

"Relações justas ou igualitárias dentro da sociedade que buscam abordar a distribuição de riqueza, acesso a recursos, oportunidades e apoio de acordo com os princípios de justiça e equalidade". - IPCC

Como ajudar o planeta e o meio ambiente?Ativismo real

A sua atitude individual, ainda que pequena, pode ajudar de forma positiva o planeta e o meio ambiente. Além disso, ela pode incentivar e, porque não, inspirar, pessoas do seu convívio a mudarem seus costumes. Juntas, nós e vocês, podemos trabalhar em conjunto. 

Vamos ao ativismo real? Das compras conscientes à troca para uma energia renovável, alguns hábitos são capazes fazer a diferença para não ter culpa ecológica

#1 

Consumir menos plástico não é notícia nova, mas um desafio. Evite aqueles de uso único, como sacolas, garrafas de água e de alimentos. Troque por versões reutilizáveis, como a boa e velha ecobag, garrafinhas de alumínio e embalagens mais sustentáveis, como papelão. Nos cosméticos, substitua o frasco de xampu, condicionador e desodorante pelos sólidos (em barra), que usam menos água no processo de fabricação (waterless)Também prefira marcas que usem opções recicladas ou recicláveis, e que ofereçam refil. Há também aquelas que têm programas de logística reversa pós-consumo, que se responsabilizam pelo descarte correto dos invólucros em parceria com cooperativas locais. 

+ WATERLESS, TUDO SOBRE OS COSMÉTICOS SEM ÁGUA
#2

A beleza sustentável é um caminho para fórmulas limpas e livres de ingredientes químicos, que comprometem, não apenas a saúde, mas também os recifes de coral. Há labels comprometidas verdadeiramente com a questão ambiental e, também, com a animal, oferecendo produtos veganos e cruelty-free. Por isso, leia os rótulos!

#3

Cuidado com o microplástico. Eles são derivados de combustíveis fósseis e estão em toda parte do nosso dia a dia. O resultado: acabam por cair nos oceanos, prejudicando a vida marinha. Além do mais, eles já foram notados na cadeia alimentar por meio de águas residuais e do solo de cultivo. Pois é!

#4

Fique atenta às políticas verdes, ou seja, em partidos comprometidos com ações focadas na emergência climática, que beneficiam a sociedade como um todo e, claro, a qualidade de vida.

#5

Na alimentação, se possível, prefira uma dieta à base de vegetais no lugar de carnes e laticínios, já que isso pode contribuir para a redução da pegada ambiental. A pecuária é um dos setores que mais emitem carbono e metano na atmosfera, colaborando para o aquecimento do planeta.

#6

Desperdiçar está fora de moda. O lixo doméstico é um grande emissor de gases do efeito estufa, que são produzidos quando os resíduos caem em aterros sanitários e incineradores. Assim, a destinação correta e a coleta seletiva são essenciais.

APRENDA A SEPARAR O LIXO RECICLÁVEL E AJUDE O MEIO AMBIENTE
#7

Já ouviu falar em agricultura regenerativa? Ela é capaz de absorver o CO2 da atmosfera. Dessa forma, apoiar agricultores que são adeptos dessa prática pode diminuir o impacto no meio ambiente.

#8

A mudança para a energia renovável é um destino ainda a ser percorrido a fim de reduzir as emissões de gases causadores de efeito estufa e, consequentemente, ajudar na preservação do ecossistema. Fique de olho em oportunidades viáveis, dentro da sua realidade, para investir em geradores de energia solar e outras alternativas mais em conta.

#9

Na hora de comprar um novo jeans, por exemplo, reflita: "eu realmente preciso?". Quanto mais consumimos moda, mais aumentamos a fabricação de peças, o que leva ao uso descontrolado dos recursos naturais. Estude a possibilidade de comprar itens de segunda mão. Isso também é uma escolha consciente. 

#10

Além de comprar menos roupas, considere igualmente lavá-las menos. Talvez você nunca tenha pensado, mas a lavagem das peças com menor frequência estende sua vida útil e, reduz o gasto de água e energia. Ah, nada de usar temperaturas elevadas e secar na máquina. Antes que me esqueça, ao escolher o seu sabão, priorize as versões ecológicas, já que os tradicionais contêm produtos químicos que podem prejudicar a vida aquática quando dispensados.  

#11

Microfibra, poliéster, náilon, entre outros tipos de tecidos, possuem partículas minúsculas de plástico, que são liberadas na água quando lavamos a roupa. Há no mercado filtros de microplásticos para ajudar na questão. O que acha de investir nele?

Gostou das dicas que estão ao seu alcance? Como falamos acima, a ajuda não precisa vir apenas de acordos feitos com grandes autoridades. Qualquer colaboração é (muito) bem-vinda 😍!

Fontes: IPPCODS e Agenda 2030ONU
Você já pensou em como pode contribuir para ser um agente ativo em prol da minimização das mudanças climáticas? Conte pra gente nos comentários. 

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